
O Oceanus foi navegar
No passado sábado o Oceanus foi navegar num evento promovido pela Porto Editora - “Quem educa quem?”.
Segundo Pedro Morgado, através de vários estudos e publicação do livro “A Sociedade Ansiosa”, vivemos tempos em que, para sermos bons educadores, obedecemos a sobre proteção e sobre preocupação, ditadas pela armadilha das expectativas de uma sociedade ansiosa.
Boas escolhas, sem sobreproteção
No entanto, apelamos à nossa sabedoria e ajustamos a rota a fazermos boas escolhas. Os nossos medos muitas vezes são apenas isso, medos e receios de uma experiência de vida e um contexto que se manifestam num tempo e num lugar que não precisam maior intensidade do que a sua plena existência. Sentimos que as crianças devem ser crianças no tempo da infância, com os medos próprios de criança, que dão nomes às tantas emoções que vão identificando no seu dia a dia.
Desligar dos ecrãs e ligar ao mundo
Façamos atividades que nos ajudem a desligar dos entretenimentos sobre protegidos, os ecrãs, e conectemo-nos com a natureza. Voltemos a escrever no papel, sair de casa com a mochila com caderno e lápis, um livro para ler, e água. Ler, escrever, desenhar, e comunicar com pessoas em contacto físico e visual amistoso, traz-nos calma, regulação e sensação de paz. A partilha com os outros, o desenvolvimento da linguagem falada, escrita, descodificada e a satisfação proveniente da interação na comunidade torna-nos mais cientes das nossas capacidades humanas. Desenvolver a autonomia, com tarefas que fazem as nossas crianças sentirem que são capazes, o tédio, no saber apreciar e lidar com momentos de espera, e o brincar, com o pouco que faz de conta e faz de tudo.


Coerência que dá segurança
A coerência entre a escola e a família faz existir a real segurança no desenvolvimento das nossas crianças. Alinhamento no desenvolvimento integral da criança, nas suas competências de conhecimento, de comunicação, socialização e emocionais. A atenção que devemos dar com presença, contacto de olhar e toque ternurento, a ajuda no desenvolvimento de autonomia, e os momentos de interação e aprendizagem sem pressão, sem expectativas desmedidas, fazem existir mais momentos felizes na infância das nossas crianças.
Devemos confiar, porque é um ato de amor.
Coragem de confiar
Por uma infância feliz e memorável,
Devemos ter coragem de confiar nas competências das nossas crianças.
Devemos ter coragem de confiar em quem cuida.
Devemos confiar, porque é um ato de amor.
Diana Cavadas · Professora do 2.º ano